Cerimônias Shanenawá na Bahia: quando a floresta encontra o mar em Massarandupió

Em março de 2026, Massarandupió será palco de um encontro raro: a sabedoria ancestral do povo Shanenawá, da Amazônia acreana, em vivência profunda na Reserva da Mata, no Litoral Norte da Bahia. Mais que um evento espiritual, trata-se de uma imersão cultural, medicinal e humana — da floresta ao mar.

Quem são os Shanenawá — o povo do pássaro azul

Vindos do Acre, os Shanenawá são reconhecidos como “Doutores da Floresta”. Guardiões de centenas de ervas medicinais e de um conhecimento ancestral transmitido por gerações, trazem consigo uma cosmovisão que integra corpo, espírito, natureza e comunidade.

A comitiva será conduzida pelo Cacique e Pajé Maná Shanenawá, liderança preparada desde os 12 anos para o sacerdócio tradicional, também formado em Letras pela Universidade Federal do Acre e professor da língua Nuke Tsãy na aldeia. Ao seu lado, Janaína Pey Rani, Yubê Inu (txaná mais velho da aldeia), Maspã Pey Rani — única mulher atualmente em dieta de pajé — e outras lideranças masculinas e femininas.

A Vivência na Reserva da Mata – Massarandupió (26 a 29/03)

É aqui que nosso território entra na história.

De 26 a 29 de março de 2026, a Reserva da Mata, em Massarandupió (BA 520, km 02), receberá uma vivência de quatro dias que une tradição amazônica e Mata Atlântica.

E aqui vale um respiro.

Porque não é apenas sobre participar de rituais.

É sobre contexto.

É sobre território.

É sobre a energia do lugar.

O que acontecerá na vivência:

  • Duas cerimônias de Uni (ayahuasca)

  • Rodas de rapé

  • Sananga

  • Pinturas tradicionais

  • Oficina de rezos e cantos

  • Trilhas na Mata Atlântica

  • Banhos de ervas e defumações

  • Rodas de conversa e trocas culturais

  • Alimentação saudável inspirada nos saberes tradicionais

Tudo isso com equipe de apoio local formada por psicólogos e pessoas experientes nas medicinas da floresta.

Por que Massarandupió?

Quem conhece sabe.

Aqui, o silêncio ainda existe.

O céu ainda escurece de verdade.

O vento ainda conversa com as árvores.

A Reserva da Mata está inserida num território que já carrega espiritualidade própria: rios, dunas, manguezais e Mata Atlântica viva. A vivência acontece num ambiente preservado, longe do ruído urbano — condição essencial para quem busca aprofundamento.

Na era da hiperconexão, experiências como essa revelam algo simples e poderoso: Desconectar é, muitas vezes, o primeiro passo para se reconectar.

Além de Massarandupió: Salvador e Chapada Diamantina

A temporada 2026 também inclui:

Salvador

  • 20/03 – Roda de Rapé (Escola de Magia – Pernambués)

  • 21/03 – Roda de Sananga e Cerimônia de Uni (Omniversidade – Cassange)

  • 23 a 25/03 – Programação Casa Sattva (Rio Vermelho)

  • 30/03 a 01/04 – Pajelança (atendimentos individuais)

Ibicoara – Chapada Diamantina

  • 02/04 – Roda de Rapé

  • 03/04 – Roda de Sananga

  • 03/04 – Cerimônia de Uni

    (Local: Sítio Águas D’iúna, Baixão – região da Fumacinha)

Mas é no encontro entre floresta e litoral que Massarandupió se torna ponto de convergência simbólica.

Cultura viva, não turismo superficial

É importante dizer: esse não é um “evento turístico”.

É um encontro conduzido por lideranças tradicionais, com estrutura organizacional, inscrição prévia e anamnese. As cerimônias são abertas a pessoas que já consagram as medicinas e também àquelas que desejam a primeira experiência — sempre em contexto sagrado e acompanhado.

O Portal Massarandupió não promove práticas religiosas ou terapêuticas. Nosso papel é informar sobre acontecimentos culturais e espirituais que escolhem nosso território como espaço de realização.

Porque Massarandupió também é isso:
um território que recebe.
um território que dialoga.
um território que aprende.

O que essa vivência representa para Massarandupió?

Mesmo que você leia apenas este resumo, aqui vai o ponto central:

  • Eventos como esse fortalecem o turismo consciente.

  • Geram circulação econômica responsável.

  • Conectam saberes amazônicos à Mata Atlântica.

  • Posicionam Massarandupió como território de cultura viva, não apenas de lazer.

 

Massarandupió é praia, é rio, é duna — mas também é território de encontro entre saberes.

Para quem faz sentido?

Para quem busca:

  • aprofundamento espiritual

  • contato com culturas originárias

  • vivências imersivas na natureza

  • experiências conduzidas por lideranças tradicionais

E, sobretudo, para quem entende que espiritualidade exige respeito, preparo e contexto.

Massarandupió além do verão

Enquanto muitos associam nosso território apenas ao descanso, ao naturismo ou às férias, há um movimento silencioso acontecendo:

Massarandupió também se consolida como espaço de encontros culturais, espirituais e ecológicos.

E isso muda tudo.

Porque quando um território passa a ser reconhecido não apenas pela paisagem, mas pelo conteúdo que abriga, ele amadurece.

Se você deseja participar, o formulário de inscrição contém datas, valores, organização e detalhes completos (Clique aqui).

E se você ainda está apenas conhecendo Massarandupió, talvez esse seja o convite mais profundo de todos:

Venha não apenas para ver.
Venha para sentir.

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